é como se alguma coisa me chamasse,
como se nunca tivesse deixado de chamar,
mesmo depois de tanto silêncio.
como se sempre tivesse existido,
como se sempre tivesse existido,
mesmo antes de ser inventada ou concebida.
perde-se,
encontra-se numa vaga-concreta sensação de omnipresença,
em ténues reencontros,
que, em tom de despedida,
traçam trilhos onde cada fuga sabe a um abraço.
são coisas que acontecem a quem espera por si próprio.
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| texto: Ela imagem: Joe Webb |
